Pedaço de natureza

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Marcela Munhoz

 Se você é daquele que precisa se embrenhar no meio da natureza para conseguir recarregar as energias, pode colocar na lista de roteiros mais uma opção: o Jardim Botânico de Diadema, a aniversariante de amanhã. Lá, no meio de um grande pedaço da Mata Atlântica – trechos em estágio inicial de regeneração e outros de mata nativa – só dá para lembrar que se está dentro de uma cidade com mais de 30 mil km² quando o barulho dos pássaros, vez ou outra, é abafado pelos motores dos carros que passam pela Rua Ipitá, no Jardim Inamar.

Caso contrário, dá para curtir bastante a sombra e o ‘friozinho’ gostoso que as enormes árvores deixam no ambiente. E olha que por alí são várias as estrelas que dão charme ao local. Exemplares de pau-brasil, paineira, jacarandá, palmeira-juçara, angico, urucum e jatobá estão na lista de mais de 200 espécies de plantas. Isso sem contar com a estufa, local onde são cultivados variados tipos de flores.

Inaugurado em 2005, o Jardim Botânico oferece também algumas trilhas – bem fáceis de fazer – como a do Palmito. Durante o percurso, o visitante descobre curiosidades sobre o plantio de palmito e dá de cara com uma espécie de casa de índio. Oportunidade perfeita para explicar a importância dos primeiros povos no Brasil. No meio do caminho também é possível se deparar com insetos e pássaros que aparecem curiosos para tomar um banho no lago – que tem moradores simpáticos, como tartaruguinhas – ou roubar alguma fruta que encontram pelas árvores.

No centro do parque fica uma das pérolas da cidade, o Borboletário Tropical Laerte Brittes de Oliveira, primeiro a ser criado no Região Metropolitana de São Paulo. É um espaço de quase 200 m² com várias espécies de borboletas, como a olho-de-coruja. Lá, o visitante entende todo o processo de nascimento do inseto e, se tiver sorte, pode servir de pista de pouso para algum exemplar. O momento é de pura contemplação, mas alguns cuidados devem ser tomados para não estressar os moradores, como evitar movimentos bruscos e fazer o maior silêncio possível.

A monitoria ao Jardim Botânico não precisa ser agendada se tiver menos de dez pessoas. Também é possível acompanhar as explicações dos monitores a grupos de escolas, que são a maioria dos visitantes durante todo o ano. O pessoal de lá faz trabalho bem focado na educação ambiental, com explicações sobre a flora e a fauna, ilustradas por exibições de exemplares exóticos como bicho-pau.

Mas se a sua ideia for apenas passear e fazer um piquenique também vale muito a pena a visita. Foi o que fez Ana Katherine Alves, 21 anos. Ontem ela levou o irmão Bernardo, 4, para um longo passeio. “Moro há pouco tempo na cidade e descobri o Jardim Botânico quando fiz uma pesquisa na internet. Estou achando o lugar bem legal e surpreendente”, disse. A entrada ao parque, que abre de terça a sexta, das 9h às 11h30, e das 13h30 às 15h30, é gratuita. Informações pelo telefone 4059-7600.

Museu de Arte Popular tem rico acervo
Se você escolher visitar o Jardim Botânico no período da manhã, pode aproveitar e curtir o que o centro de Diadema oferece depois do almoço. Nas ruas que cercam a Praça da Moça – Rua Graciosa e Avenida Alda – existe muita coisa bacana a ser explorada, como o Centro de Memória e a Casa da Música, sem contar o Shopping Praça da Moça e a própria praça.

Não deixe de visitar o Centro Cultural Diadema, que abriga o Teatro Clara Nunes, a Biblioteca Olíria de Campos Barros e o espaço de exposições Cândido Portinari. Provisoriamente também está por lá parte do acervo do Map (Museu de Arte Popular) da cidade. O antigo endereço – Rua Professora Vitalina Caiafa Esquível, 96 (que ainda consta no site da Prefeitura) –, foi desativado.

O acervo do museu conta com mais de 800 peças de vários artistas do Brasil, especialmente os do Nordeste – Ceará, Pernambuco e Bahia. Mas tem também obras que vieram do Vale do Jequitinhonha e, claro, do Grande ABC. São pinturas, xilogravuras, esculturas, entre outras técnicas. Atualmente estão em exposição obras que remetem à religiosidade, como oratórios e presépios. Um que veio de Embu das Artes chama a atenção pelo tamanho: 13 metros de comprimento.

Apesar de estarem em local provisório, agentes culturais estão bem preparados para contar um pouco da história de cada peça. Grupos de escolas são bem-vindos. No fim do passeio, inclusive, as crianças são convidadas a participar de oficinas de criação e ter suas obras expostas. A visitação ao Centro Cultural de Diadema é gratuita e pode ser feita de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, e aos sábados, das 9h às 14h.




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