Água está enraizada na história local

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Dérek Bittencourt <BR> Do Diário do Grande ABC

Olímpia é uma cidade que remete à água desde seus primeiros registros. Afinal, em 1857, quando Joaquim Miguel dos Santos encontrou ali um local para viver com sua família, o denominou como Fazenda Olhos d’Água, justamente pelo número de nascentes que encontrou às margens de um ribeirão.

Aos poucos, famílias foram chegando, e no fim daquele século formaram um povoado, que viria a se chamar São João Batista dos Olhos d’Água em 2 de março de 1903, data na qual é considerada a de sua fundação. Em 1906, tornou-se distrito de Barretos sob o nome Vila Olímpia, em homenagem à afilhada do engenheiro encarregado por demarcar as terras em 1889.

Mas foi na década de 1950 que o destino da cidade começou a mudar. Afinal, foi quando a Petrobras iniciou perfurações frustradas em busca de petróleo e só encontrou água quente. Nos anos 1980, grupo de empresários e fazendeiros resolveu fazer disso um negócio, construindo – a partir de 1985 – o Thermas dos Laranjais, principal atrativo da Estância Turística de Olímpia e voltado para todos, sem distinção de idade.

Essa característica familiar move até hoje e deverá seguir como principal motivador da mentalidade e do investimento sobre a cidade. E foi pegando carona no sucesso do Thermas que em 2017 nasceu o Hot Beach Olímpia, de um grupo que já conta com três hotéis na cidade e ainda terá mais um. Com mais opções, principalmente para as crianças menores, esse parque aquático conta até com praia artificial, algo bastante incomum a mais de 500 quilômetros de distância da água salgada e gelada do mar, oferecendo areia branca banhada por água morna e agradável – ingresso custa até R$ 130.
 




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