Aleksandro Reis faz mural no Butantan

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Miriam Gimenes<br>Do Diário do Grande ABC

O Instituto Butantan, que acaba de completar 120 anos, tem uma história e tanto para contar. De forma a elencar toda essa trajetória de mais de um século, com foco nas descobertas e produções do local – em especial as vacinas contra o coronavírus, a Coronavac, em parceria com a China, e Butanvac –, o artista plástico de São Caetano Aleksandro Reis foi convidado para pintar o mural com esta temática.

A obra tem 30 metros e demorou três semanas para ser concluída. “Fui chamado pela empresa que está construindo o prédio da vacina (Engeko). Fiz neste painel uma linha do tempo”, ressalta. A história vem desde o Egito antigo, passa por Vital Brazil, o primeiro diretor do instituto, e passa pelas descobertas a partir de então, como o soro antiofídico, a vacina da peste, entre outras conquistas importantes.

E a última imagem, é claro, retrata a chegada do coronavírus e o combate que ele gerou em toda sociedade, inclusive dos cientistas. “Então pintei a Butanvac e o logo dos 120 anos do Instituto Butantan, que mais uma vez está contribuindo com o Brasil no pior momento da história, desenvolvendo a vacina, trabalhando com a ciência”, avalia Reis.
Quanto mais for mostrado o trabalho que está sendo feito no espaço, para o artista, é melhor. E Reis sente-se orgulhoso de participar disso. “Para mim, como pintor, estar trabalhando no Butantan nesse momento tão crítico para todos nós é uma honra muito grande. Por isso, fiz questão de ir fundo na criação do painel.”

O artista plástico diz que tem outro projeto com o mesmo teor para ser feito no Grande ABC, mas, para executá-lo, carece de patrocínio. “Ainda não há nada na região com o sentido de homenagear estes heróis (ciência e da saúde). Precisamos exaltá-los”, finaliza. 




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