Retratos

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Tuka Abrão

 

retratos

Por Tuka Abrão e Ornaldo Casagrande

Fotos: Bruna Castanheira (ABÁ)
Assistentes de foto: Carlos Ximenez e Natalia Caneshiro
Styling: Cesar Cortinove (Indie)
Produção de moda: Steffanie Joice
Beleza: Renato Mardonis com produtos Avon e Schwarzkopf Professional (ABA)
Assistente beleza: Ro Blades
Arte: Bruno Grandino e Gabriely Calcanhi
Agradecimento: ABA mgt
 
 
Texto: Ornaldo Casagrande
Especial para a Dia-a-Dia
A liberdade de expressão do novo milênio é revolucionária. Grupos sociais antes excluídos e menosprezados hoje brigam por direitos iguais. A luta contra preconceitos de sexo e cor, atitudes machistas, corrupção e violência ganha força nas ruas e redes sociais. A coragem de um estimula a coragem de outro. Quando chegamos à conclusão de que mostraríamos 'pessoas reais' neste editoral também decidimos contar suas histórias. Todos somos únicos de nossa maneira, mas todos somos parte do mesmo sistema, planeta e queremos, no fim, paz. Ser diferente é incrível e queremos inspirar as pessoas a serem cada vez mais únicas, que tenham pensamento mais humano e também coletivo.
 
 
                                                                                             “Temos que fazer o bem todo dia”
 
 
Jean, 31, recepcionista.
Depois dos terremotos que destruíram o Haiti ele deixou sua terra natal pelo Brasil. Veio em busca de um futuro melhor. Jean estuda Teologia e é muito feliz com as oportunidades de trabalho e estudo que encontrou aqui. “No Haiti tenho amigos que fazem três ou quatro faculdades para tentarem conseguir emprego com pelo menos uma.” Mas nem tudo por aqui é perfeito. Jean denuncia que seus conterrâneos sofrem preconceito. “Muitos acham que não conhecemos nossos direitos e nos enganam. É complicado.” Mesmo com as dificuldades Jean ama o Brasil, principalmente o futebol. Ele pretende ter uma família e criar os filhos aqui. Para 2016? “Não é de um dia para o outro que vamos acordar e ver o mundo melhor, então precisamos ajudar quem pudermos.”
 
 
                                                                                                “Falta uma pátria planetária”
 
 
 
Odamar, 55, artista plástico.
Odamar Versolatto teve paixão pelas artes e incentivos para exercitar sua criatividade desde a infância, cresceu colhendo experiências pelo mundo e hoje é artista plástico com referências únicas. Odamar vê arte como algo pessoal, ele pinta para si coisas que o emocionam e consequentemente emocionam as pessoas. “Arte não é fazer algo que seja aceito pelo mundo inteiro, é fazer algo que represente um grupo. Quanto mais pessoas eu conseguir emocionar, mais me sinto importante para a sociedade”. Para 2016? “Os homens precisam se entender e esquecer que o mundo tem fronteiras.”
 
Odamar usa Capa Le Diamonds e bracelete Helmut Lang.
 
                                                              “Sei que sou diferente, mas me sinto uma pessoa normal”
 
 
Lekka, 28, cabeleireira.
Desde criança, ela se sentia mulher no corpo de homem. Fez a cirurgia de readequação de sexo aos 26. Acreditar que é igual a todo mundo a ajuda a encarar o preconceito. “Sofro por ser transexual, mas isso não me abala. Nunca me considerei minoria.” Para 2016? “Precisamos de transformação e educação. A educação é a base de tudo e começa em casa. Não adianta as escolas ensinarem o certo se a família continua influenciando com pensamentos errados.”
 
Lekka usa Regata Hype Beachwear.
 
                                                                 “Sou do tipo que joga a semente na rua para ver se brota”
 
 
Arthur, 34, chef de cozinha.
Vindo de família meio italiana, meio alemã, a paixão pela cozinha surgiu na infância. Arthur viajou o mundo estudando Gastronomia e colhendo experiências. Participou do primeiro Cozinha Sob Pressão, no SBT, e venceu. Hoje vive com agenda cheia. Quando questionado sobre os problemas da atualidade, Arthur é prático. “Não sou alguém que vai para manifestações, mas faço minha parte todos os dias" Para 2016? “Não espero mais nada e fico surpreso como as pessoas são mesquinhas e egoístas. Mas sou um eterno apaixonado e, no fundo, sempre vou ter fé na humanidade.”
 
Arthur usa camiseta Hering, calça e jaqueta jeans Levi’s e jaqueta couro Ellus.
 
                                                                                           “Gentileza mudaria o mundo”
 
 
Isabela, 17, estudante.
Tímida e de sorriso fácil, ela vive uma das fases mais complicadas: a saída do Ensino Médio e a entrada na vida adulta. Mas começou bem. Ela é a atual vencedora do Desafio de Redação, concurs


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