Em busca do parque perfeito

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Marcela Munhoz

Parque de diversão (ou temático), há muito, não é só coisa de criança. Aliás, nunca deve ter sido, embora muita gente torça o nariz se alguém sugerir gastar um dia inteiro passeando por eles durante as férias. Além disso, o assunto não se resume apenas à Disney ou virar de ponta-cabeça. Parque de diversão pode, sim, proporcionar momentos inesquecíveis também em outros tipos de parques e quando se pensa em espetáculos, histórias e até gastronomia.

“Apesar de atender e agradar as famílias, cada vez mais adultos – casais e grupos de amigos – estão indo aos parques. Existem estudos, inclusive, que apontam que estão se tornando a maioria em Orlando, por exemplo. Então, quem gosta não precisa ter receio de incluir os parques em qualquer tipo de roteiro ou viagem que vá fazer”, acredita Renata Primavera, 31 anos. A jornalista de São Paulo sempre gostou do tema, chegou a trabalhar na Disney e decidiu, há quatro anos, criar o site parkaholic.com. É lá que a comunicadora compartilha suas experiências sobre o tema.

“Além dos Estados Unidos e Europa, a Ásia é muito forte em parques temáticos. Tem Disney em Xangai, Tóquio e Hong Kong”, comenta. A de Xangai foi inaugurada há pouco mais de um ano e ostenta o maior castelo de todos, com 60 metros de altura, três a mais do que o Magic Kingdom, em Orlando. “Está novinha em folha”. Lá também ficam o Ocean Park, em Hong Kong, o Everland e Lotteworld, na Coreia do Sul e o Nagashima Spa Land, no Japão. Este último é detentor da Steel Dragon 2000, montanha-russa mais longa do planeta com 2.479 metros. Já Dubai, nos Emirados Árabes, tem o maior parque temático coberto do mundo.

Em lista divulgada pela revista Travel and Leisure, em 2016, foram listados também parques como o Epcot, Animal Kingdom, Hollywood Studios, Islands of Adventure e California Adventure, nos Estados Unidos; o Europa Park, na Alemanha; e o Tivoli Gardens, na Dinamarca. Entre as atrações do parque alemão estão dez montanhas-russas, entre elas a Blue Rider. Já o dinamarquês se destaca pelos shows, performances e exposições.

Dê chance também às outras atrações

As montanhas-russas realmente são bem procuradas pelos caçadores de adrenalina e parquemaníacos. Quanto mais alta e cheia de reviravolta, melhor. Porém, os brinquedos radicais não são unanimidade.

O parque preferido da jornalista Renata Primavera (do site parkaholic.com), por exemplo, chamou a atenção dela por outros motivos, apesar de possuir inúmeros loopings por lá. É o The Efteling,na Holanda, localizado a cerca de uma hora de carro de Amsterdã. “Tem pegada forte nos contos de fadas tradicionais”, ressalta. O local foi inaugurado em 1952 e possui mais de 650 mil m².

Apesar de ser frequentadora assídua desse tipo de passeio, não é todo brinquedo que agrada a brasileira. “Não vou no tipo de montanha-russa chamada dive coaster, com quedas muito íngremes. O carrinho, inclusive, para na descida.” Uma das mais famosas no quesito é a SheiKra, localizada no Busch Gardens Africa, em Tampa, Flórida, nos Estados Unidos.

Se pudesse ir incontáveis vezes em um brinquedo, Renata não pensa duas vezes ao apontar qual seria: o Radiator Springs Racers, que fica na Disney da Califórnia, Estados Unidos. “É uma área totalmente dedicada à animação Carros. O visitante participa de corrida que tem sempre um final diferente. É um brinquedo muito completo”, finaliza.

DICAS

Não basta se preocupar em escolher o destino, comprar os ingressos e partir todo feliz para os parques. Para curtir o passeio com segurança, conforto e tranquilidade é importante seguir algumas sugestões:

> Pesquisar o parque e fazer o roteiro certinho por dia são essenciais. Assinalar quais atrações não podem deixar de ser conferidas também ajuda bastante;

> Não menospreze um dia todo dentro dos parques. É um passeio extremamente cansativo. Para se ter uma ideia, em um dia normal em um parque médio, chega a se andar entre 25 e 28 quilômetros. Então, é importante trabalhar a resistência física;

> No dia do passeio, o grande segredo é preparar a mochila certa. Pense em tudo o que vai precisar no dia e ajeito na menor quantidade de volumes que puder;

> Boné e protetor solar são indispensáveis;

> Leve garrafa de água para encher nos bebedouros e economizar;

> Especialmente em grandes parques, invista em refeição bacana dentro de restaurante temático. Não caia na armadilha de que se come apenas hambúrguer e cachorro-quente. Pode ser que lá faça uma das melhores refeições da vida. Para isso, vá nos brinquedos mais radicais primeiro.

Clássicos no Brasil

Se o dólar e o euro não ajudam a bancar uma aventura fora do Brasil nos grandes parques dos Estados Unidos, Europa e Ásia, vale a pena dar uma chance aos nacionais e planejar opção mais próxima de casa. Sem contar com os parques aquáticos – como Wet’n Wild, Thermas dos Laranjais e Hot Beach, no Estado de São Paulo, e o Beach Park, perto de Fortaleza – Beto Carrero World, no Sul, e o Hopi Hari, em Vinhedo, ainda são os locais que oferecem as opções mais radicais de brinquedos do País.

Para conhecer com calma todo o Beto Carrero, por exemplo, a dica é reservar dois dias. O parque fica em Penha, a 37 quilômetros de Balneário Camboriú. Criado por Beto Carrero (1937-2008), possui 14 km². Já o Hopi Hari fica no Km 72 da Rodovia dos Bandeirantes, em São Paulo, e possui área de 760 mil m². Confira mais detalhes também sobre a possível volta do Playcenter e um pouquinho da Cidade da Criança, na região.

BETO CARRERO
Considerado um dos melhores parques de diversão da América do Sul, o Beto Carrero World, localizado no Litoral Norte de Santa Catarina, apresentou, em 2016, crescimento de 24% em faturamento e 2 milhões de visitantes. O local agrada crianças bem novinhas, por causa dos shows e personagens – especialmente após fechar parceria com a Dreamworks – e os mais velhos, que se arriscam nos grandes brinquedos. Entre os destaques, estão as montanhas-russas Tigor Moutain, Star Mountain e a ousada Firewhip. Os ‘elevadores’ Big Tower (100 metros a 120 km/h) e a Freefall (queda de 18 andares) também lotam. Os ingressos custam de R$ 77,50 a R$ 125. Em outubro, crianças de 4 a 12 anos não pagam se acompanhadas de adultos. Site: www.betocarrero.com.br.

HOPI HARI
Após ficar por três meses fechado, o Hopi Hari reabriu as portas em 5 de agosto. Localizado em Vinhedo, no Interior de São Paulo, o parque vem operando com brinquedos já conhecidos do público desde sua inauguração, em 27 de novembro de 1999. Fazem parte da lista nomes como a Giranda Mundi, roda-gigante de 44 metros de altura, e o Rio Bravo, que já até viraram símbolos locais. Também estão funcionando as montanhas-russas Montezum, Vurang e Katapul. Para as crianças, o investimento foi em atrações com selo Pernalonga e sua turma. Quem quiser pode usar a Hopi Plaka, moeda do parque. Uma das novidades é que todos os visitantes agora recebem na porta pulseira com código (QR Code). O ingresso do Hopi Hari custa R$ 150. Site: www.hopihari.com.br.

PLAYCENTER E CIDADE DA CRIANÇA
Recentemente foi anunciado que o Playcenter, parque que encerrou as atividades em 2012, vai reabrir em versão mais compacta, indoor, no Shopping Aricanduva, Zona Leste de São Paulo. Apesar de o shopping não confirmar a informação ao Diário, já foi até divulgada data de possível inauguração: 5 de dezembro.
O Playcenter Family teria o tradicional barco viking, uma montanha-russa e até teatro para 150 pessoas. Enquanto isso não acontece, boa opção com atrações não tão ''fortes'' e voltada, especialmente, para os mais novos é a Cidade da Criança, em São Bernardo. Lá funcionam, entre outros brinquedos, o Kaboom, Surf e a Crazy House. O passaporte em setembro custa R$ 50 (adulto ou criança). Site: www.cidadedacriancasbc.com.br.




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