Medo dos fogos

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Marcela Munhoz

As festas de Natal e Ano-Novo estão aí. Legal, certo? Não para os pets, especialmente para os cachorros (alguns gatos também se incomodam, portanto, fique de olho). Não é que eles não gostem da confraternização em família, afinal, vez ou outra o tio deixa cair um pedaço de pernil e a tia insiste em fazer carinho na barriga. O grande problema é que junto das comemorações vêm os fogos de artifício. Um antigo tormento para os animaizinhos, já que, por causa da sua capacidade auditiva, apresentam sensibilidade muito maior a ruídos fortes e intensos. Como é impossível convencer a humanidade de que dá, sim, para esperar pelo Papai Noel ou virar o ano de outra forma sem precisar usar toneladas de fogos, é preciso preparar os nossos amigos de quatro patas para o que está por vir.

O ideal é investir em um adestramento, para que o trabalho possa ser feito com tempo e à medida em que o cachorro cresce. Uma das táticas desses profissionais durante o treinamento é colocar barulho de fogos e associá-lo a algo positivo, como brincadeiras e petiscos. Assim, quando acontecer de verdade ele não vai ser pego de surpresa. Outra medida preventiva é fazer tratamento com homeopatia. Mas os resultados, como sabemos, podem demorar a aparecer. De acordo com Samuel Scalenghi, clínico e intensivista do Hospital Veterinário Animaniacs, é preciso ter muito cuidado com o uso de calmantes, que deve ser feito sempre com supervisão do veterinário. “A ação do medicamento depende de cada indivíduo. Então, é válida a indicação de utilizar previamente os produtos para testar como será no animal.”

Existem também precauções de emergência. Para o especialista, é preciso preparar o cachorro e a casa. Ligar o ventilador, rádio e televisão pode ajudar a abafar o som. O grande perigo é que fujam – está aí a grande importância das guias com identificação e chips – ou se machuquem durante o barulho. “Mantenha portas, portões e janelas bem fechados. Preocupe-se também com instalação de grades e telas de proteção”, explica.

O veterinário também recomenda: “Faça o possível para estar perto do animal na hora”. Ele não vai deixar de ouvir os fogos, mas se o tutor demonstrar segurança e atenção, o estresse será mais ameno. Se o cachorro quiser ficar no canto dele, não tem problema, mas supervisione, porém, se não estiver acostumado a ficar preso, será pior. E tem mais: evite colocar algodão dentro do ouvido. “Não é uma alternativa para todos, pois depende do conduto de cada um. Se o cachorro tiver qualquer sensibilidade ou inflamação no conduto auditivo pode ser um incômodo a mais e gerar dor ou piorar quadros de otite”, finaliza.

 

Tem alguma sugestão de tema para esta coluna? Ligue 4435-8364.

 




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