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Caroline Manchini

Tendência no mercado, apartamento do tipo studio aposta mais na localização privilegiada

Encontrar cantinho aconchegante, próximo ao trabalho, comércios e áreas de lazer é o sonho de quem preza pela qualidade. Apartamentos cada vez menores, localizados em bairros nobres, são tendência, principalmente entre solteiros e divorciados. São os do tipo studio, muitos com 14 metros quadrados. Achou pequeno? Terá um menor. Construtora brasileira vai lançar em setembro de 2019 um com dez metros quadrados, 12 vezes menor do que um dos banheiros da mansão da modelo e apresentadora Ana Hickmann, com 120 metros quadrados. No Grande ABC, a Patriani afirma que também “tem projetos de construir empreendimentos neste perfil”.

Por causa do espaço reduzido, os projetos deste tipo de imóvel merecem atenção, como explica o arquiteto andreense Artur Gimenes: “É mais complexo quando temos espaços tão pequenos para trabalhar. A criatividade é essencial na etapa de criação do projeto, já que precisamos aproveitar – com o orçamento disponível – cada centímetro para, no fim, atender todas as expectativas do futuro morador”.

E foi exatamente o que aconteceu com Cintia Zanini, 31, que, por um conjunto de fatores, optou pelo apartamento studio, na Vila Mariana, em São Paulo. “Antes de me mudar, pesquisei muito e analisei principalmente o preço, a localização e a melhoria da qualidade de vida. Hoje, moro bem perto do Metrô e chego com facilidade ao meu trabalho. Sem contar as inúmeras opções de lazer.”

Para viver em ambiente com 32 metros quadrados foi preciso mudar o estilo de vida e encontrar nova forma de pensar: “Você precisa se questionar se realmente precisa de tantas coisas. Para que ter no armário 40 caixas de sapatos, se uso, com frequência, quatro deles? Não faz sentido. Aprendi a viver melhor, com menos”, conta. Desapegar e se desfazer de algumas coisas são os primeiros passos para quem pretende morar em ‘studio’.

Para ganhar espaço, ela aconselha buscar ajuda de arquiteto. “Consegui organizar com o auxílio de um profissional. É fundamental e faz a diferença, porque ele ensina a ter noção do que cabe ou não.” Manter o cômodo sempre arrumado é outra forma de torná-lo menos apertado. Apesar do pouco espaço, Cintia garante que dá até para receber visitas. “Consigo acomodar seis pessoas tranquilamente. Só não dá para fazer uma festa”, brinca.

Mas comprar miniapartamento custa menos? Depende da localização. O imóvel da Cintia custa, em média, R$ 318 mil. Com o mesmo valor, ela conseguiria comprar um empreendimento com o dobro do tamanho em Santo André e o triplo na cidade Tiradentes, Zona Leste de São Paulo.

Porém, mesmo com os valores elevados, Artur acredita que o studio é “tendência crescencente e permanente dentro do nosso modelo contemporâneo de cidade”.

Dados do Secovi, sindicato do mercado imobiliário, revelam que empreendimentos com menos de 45 metros quadrados representam 42,6% dos imóveis lançados na Capital e 36,8% das unidades vendidas em 2017




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