Armadilhas do pão integral

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Alessandra Nunes

Você vai ao supermercado e quando se depara com a prateleira de pães integrais tem a sensação de que não sabe qual deve escolher? Se você respondeu ‘sim’ para essa pergunta, saiba que não está sozinho! 

Saber escolher um simples pão integral não é tarefa fácil. Como existem dezenas de marcas disponíveis, o consumidor vai sempre pela informação que consta na embalagem do produto, ou seja, o termo ‘integral’. Porém, para ter certeza de que você não está comprando gato por lebre, é necessário começar a criar o hábito de ler o rótulo

Em primeiro lugar, para ter certeza de que o pão é realmente o que promete ser, o primeiro ingrediente que deve constar no rótulo é a farinha integral. Isso porque, segundo a legislação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), os ingredientes devem estar listados em ordem decrescente, ou seja, do maior para o menor. 

Muitas empresas colocam como ingrediente principal a farinha enriquecida com ferro e ácido fólico, e em segundo lugar a farinha integral, ou seja, seu pão tem mais farinha branca do que integral.  Essa confusão toda acontece porque a Anvisa permite que os fabricantes classifiquem o alimento como integral, se o produto conter esse tipo de farinha na composição, independentemente da quantidade utilizada. 

Por que escolher com cuidado?

Trocar não só o pão de farinha branca pelo integral, mas todos os produtos que levam a farinha branca na composição, é um investimento e tanto para a saúde. Além de conterem mais nutrientes, já que não passam pelo processo de refinamento, têm mais fibras, retardam o processo de digestão e aumentam o poder de saciedade, ou seja, grande investimento para quem precisa perder peso. 

Para quem precisa controlar a glicemia, as fibras contidas nos grãos integrais retardam a entrada de glicose na corrente sanguínea; e para quem precisa reduzir o colesterol, elas diminuem a absorção de gordura. 

Porém, engana-se quem pensa que eles são menos calóricos. Em geral, todo grão integral é mais calórico que o refinado. Os benefícios são muitos, mas a lei da moderação continua valendo. 

Mas, como nem só de farinha são feitos os pães, é preciso ficar de olho nos aditivos que cada empresa coloca. Conservantes, emulsificantes, acidulantes, edulcorantes. Os pães industrializados estão na categoria dos alimentos ultraprocessados e os aditivos servem para aumentar a vida útil do produto, melhorar a textura, diminuir a umidade, e por aí vai. 

Outro item que merece muita atenção é o sódio. Muitos pães escondem uma quantidade enorme deste item no produto, o que é um perigo para quem precisa controlar a pressão. 

Não precisa ser radical, mas de vez em quando arrisque produzir seu próprio pãozinho em casa!

 



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