De olho nas informações

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Miriam Gimenes

 

Com a disseminação das ‘fake news’, principalmente em tempos de pandemia, cada vez mais se faz necessária a educação midiática.

Assuntos importantes, seja em qualquer esfera, geram polêmica. E a pandemia do novo coronavírus não podia ser diferente. Desde que os primeiros casos surgiram, na China, no fim do ano passado, diversas teorias foram atribuídas à Covid-19. Uma delas é a de que o país asiático teria criado o vírus para destruir as demais economias e, assim, dominar o mundo. E uma vez que essa informação foi postada na rede, bastaram segundos para ela ser compartilhada em todo mundo, sem nenhuma checagem.

O fato é que ela não passa de uma fake news, ou melhor: notícia mentirosa. A China foi uma das mais impactadas financeiramente, até porque as exportações, uma das maiores fontes chinesas, caíram significativamente. No Irã, um dos países bastante afetados pelo coronavírus, dezenas de pessoas morreram após ingerirem álcool adulterado, porque acreditaram na notícia de que o líquido combatia a Covid-19.
É preciso ter senso crítico, postura fortemente defendida pela educação midiática, presente na BNCC (Base Nacional Comum Curricular), desde o ano passado, mas que poucas escolas implementam.


A dita disciplina defende a checagem das informações recebidas por parte das crianças. Ela ensina o processo de criação de uma notícia e os meandros que devem ser usados para definí-la como verdadeira. “A educação midiática nunca foi tão importante como em um contexto como este, com essa grande quantidade de informações que nos atinge diariamente, por todos os poros. Nós a defendemos porque entendemos que um cidadão que consegue interpretar corretamente as informações exerce melhor sua cidadania e tem uma visão mais ampla do que está acontecendo no mundo”, explica Patricia Blanco, presidente do Instituto Palavra Aberta, a entidade sem fins lucrativos que lidera o EducaMídia.
No portal (www.educamidia.org.br), ressalta, além de formar educadores sobre o tema gratuitamente, também tem dicas para os pais trabalharem esse pensamento crítico com os filhos em casa.  “Quanto mais cedo começar o ensino, melhor para o desenvolvimento nesta questão”, avisa. Vale a pena conferir.

 




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