Em marcha lenta, mas não parado

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Nilton Valentim

Apesar da pandemia, tem novidades chegando às concessionárias. Resta saber se o consumidor vai se animar a trocar de carro neste momento

Forçosamente a indústria automobilística teve de pisar no freio. A Covid-19 impactou a economia em todo o planeta e colocou o setor em marcha lenta. A primeira novidade do ano foi o Corolla Cross, o SUV desenvolvido pela japonesa Toyota. A marca aposta na tradição do nome, que apareceu pela primeira vez no Japão em 1966 e até hoje circula por todo o planeta no formato sedã. Pelo menos outros dois utilitários devem dar as caras ainda no primeiro semestre, o Taos, da  Volkswagen, e o Bronco, da Ford. 

O Corolla Cross foi apresentado no início de março como a principal aposta da Toyota para o ano. O carro é fabricado em Sorocaba, no Interior, e isso demandou o escanteamento do simpático Etios, que deixou de ser vendido no Brasil. O utilitário urbano será exportado para 22 países.

A Toyota vai oferecer quatro versões do Corolla Cross, duas com motor 2.0 Dynamic Force a combustão (gasolina e etanol) e duas híbridas, que, além do propulsor alimentado por gasolina e etanol, traz mais dois elétricos. Os preços variam de R$ 139.990 a R$ 179.990.

O SUV é montado sobre a plataforma TNGA, a mesma do modelo sedã, e vem equipado em todas as versões com transmissão Direct Shift de dez velocidades. A expectativa de vendas é de 3.500 unidades por mês. 

O Taos, da Volkswagen, também promete brigar no segmento SUV. Produzido em General Pacheco, na Argentina, o carro chegará equipado com o motor 250 TSI, que gera 150 cv e pode ser alimentado com gasolina ou etanol. Ainda não está definida a data de estreia no mercado nacional. A montadora diz apenas que será no segundo trimestre deste ano.

O Bronco, uma releitura do 4x4 que marcou época nos Estados Unidos entre 1966 e 1996, será o primeiro lançamento da Ford após o comunicado de que a empresa deixaria de fabricar veículos no Brasil. O carro, que já roda em solo norte-americano, chegará em maio. Resta ver se o consumidor brasileiro dará um voto de confiança à marca, que virou as costas ao País. 

E assim, com um olho no horizonte e outro no retrovisor, segue o mercado automotivo. Devagar, se comparado a outros tempos, mas ainda seguindo em frente.

 

 

 

 

 




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